O Monitoramento da qualidade da água da Lagoa Rodrigo de Freitas, dos canais e rios a ela ligados visa acompanhar as alterações físicas, químicas e biológicas decorrentes de atividades antrópicas e de fenômenos naturais, que podem tanto comprometer a qualidade da água para proteção das comunidades aquáticas, como para as práticas esportivas de contato secundário.

São realizados dois tipos de monitoramento da qualidade da água na Lagoa:

– Contínuo: feito através de sonda multiparamétrica instalada em bóia no ponto central da Lagoa (LRF3), com transmissão de dados de 30 min em 30 min;

– Pontual: com coletas de amostras duas vezes por semana em seis estações de amostragem (LRF1, LRF2, LRF3, LRF4, LRF5 e LRF6).

O Monitoramento Contínuo possibilita o acompanhamento da variação da qualidade da água da Lagoa em tempo real permitindo uma rápida ação em situações de desequilíbrio. O Monitoramento Pontual permite a avaliação setorizada do corpo hídrico considerando a dinâmica local e as alterações provocadas por cargas de poluição que chegam à Lagoa.

O principal parâmetro de qualidade da água monitorado é o Oxigênio Dissolvido por ser essencial à manutenção e proteção das comunidades aquáticas. Além do parâmetro Oxigênio Dissolvido, também são monitorados continua e pontualmente os parâmetros TemperaturaTurbidezSalinidadepH e Clorofila a. O monitoramento pontual está acrescido dos seguintes parâmetros: Nitrogênio AmoniacalNitratoFósforo TotalFosfato TotalSílica SolúvelSulfetoEscherichia coliColiformes Totais Comunidade Fitoplanctônica.

Todos os resultados do monitoramento são utilizados na obtenção dos diagnósticos da qualidade da água voltados para as práticas esportivas e recreativas no espelho d´água e para proteção a biota aquática.

Considerando as práticas esportivas e recreativas permitidas no espelho d´água da lagoa, a qualificação será de “própria” ou “imprópria“, conforme dispõe a Resolução CONAMA nº 357/2005, que classifica, dentre outras, as águas salobras para contato secundário.

Em relação à proteção da biota aquática, a água da lagoa pode receber uma das seguintes qualificações:

– Estado de Equilíbrio: quando não há risco para as comunidades aquáticas;
– Estado de Alerta: quando as condições da Lagoa se encontram em desequilíbrio, com redução dos valores de parâmetros avaliados, principalmente do Oxigênio Dissolvido;
– Estado Crítico: quando há risco de mortandade da ictiofauna da Lagoa.

Esta classificação é divulgada em dois pontos às margens da Lagoa, nos Parques dos Patins e Cantagalo (junto aos Pedalinhos) com o hasteamento de bandeira Verde (Estado de Equilíbrio), Amarela (Estado de Alerta) ou Vermelha (Estado Crítico). Junto aos mastros estão afixados painéis explicativos sobre o significado das bandeiras.

Além do monitoramento da qualidade da água, também é realizado o monitoramento das condições meteorológicas, através de uma estação instalada no Estádio de Remo, que avalia os seguintes parâmetros: PluviosidadeRadiação SolarUmidade e Temperatura do ArPressão AtmosféricaVelocidade e Direção dos Ventos. O conhecimento das condições destes parâmetros proporciona um melhor entendimento dos fenômenos meteorológicos da região e permite a associação com as alterações da qualidade da água.

As ações da Prefeitura do Rio de Janeiro que compõem a Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas envolvem a Subgerência de Águas e Ambientes Costeiros, responsável pelo monitoramento da qualidade da água, a Fundação Rio Águas, responsável pelo manejo das comportas e vistoria das galerias de águas pluviais que desembocam no sistema da lagoa, a Subsecretaria de Engenharia e Conservação, responsável pela rede de drenagem, e a COMLURB, responsável pela limpeza do espelho d’água e das áreas do entorno da Lagoa. Os objetivos desta gestão ambiental são a manutenção da vida aquática da Lagoa, a drenagem e conservação do entorno, de forma a preservar as condições de lazer e de acessibilidade de um dos principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro.

O Boletim, além das classificações relativas à proteção das comunidades aquáticas e ao contato secundário, também contém informações sobre a variação do nível da lagoa, o manejo das comportas existentes nos canais do Jardim de Alah e nas avenidas Visconde de Albuquerque e General Garzon, os pontos de lançamento de efluentes em tempo seco que reagem ao Reativo de Nessler (substância indicadora de compostos de amônia) e as condições meteorológicas.

A divulgação dos resultados da Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas é feita através de boletins disponibilizados no Centro de Operações Rio e no Portal da Prefeitura.

 

Consulte os Boletins da Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas

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Consulte as legislações

Resolução CONAMA Nº357, de 2005

Resolução CERHI-RJ Nº63, de 2011

Decreto Nº9396 de 1990

Decreto “N” Nº18415, de 2000

DZ-115.R-1 – Diretriz de Classificação da Lagoa Rodrigo de Freitas

ALERTARIO – Definições

Plano Municipal de Contingência da Lagoa Rodrigo de Freitas – 2016

Plano de Gestão Ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas – 2013

Convênio de Cooperação Celebrado entre o Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro para a delegação de competências do Estado para a Prefeitura relativas aos Corpos Hídricos localizados integralmente no Território do Município do Rio de Janeiro e dá outras providências – 2007

A Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro é o órgão central executivo responsável pela gestão, planejamento, promoção, coordenação, controle e execução da política de meio ambiente no município do Rio de Janeiro.

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